o mal está no outro e vem do mundo? A visada psicanalítica sobre a constituição do psiquismo humano

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07, 14, 21 e 28 de março e 04 de abril

quartas-feiras, das 14h às 16h

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o mal está no outro e vem do mundo? A visada psicanalítica sobre a constituição do psiquismo humano

Mara Selaibe

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A psicanálise tem refletido sobre a questão do Mal – tema tradicionalmente abordado pela filosofia, pelo direito e pelas artes – e ela o faz apoiada sobre bases epistemológicas próprias. A ontogênese psíquica nos impõe reconhecer a imanência do mal no humano e nos obriga a meditar com firmeza a propósito da frase freudiana em que o mal é referido como um “traço indestrutível”. Esse trajeto é diferente do caminho comumente aceito de que o mal vem do outro, vem do mundo ou é um castigo de origem transcendental divino que se abate sobre os homens. O Maria Antônia, juntamente com Mara Selaibe, convida a todos a refletir sobre o mal a partir de nossa constituição subjetiva, no curso O MAL ESTÁ NO OUTRO E VEM DO MUNDO?

Aula 1.
Freud: o mal como “traço indestrutível” do humano examinado pela perspectiva das forças pulsionais que nos movem. A pulsão de morte não é o mal; o que ela tem a ver com ele?
Aula 2.
Por que o mal? André Green discute duas possibilidades sobre a presença psíquica do mal: a negação do mal como fator de manutenção da coesão narcísica e o mal como força radical de desligamento, como non- sens total.
Aula 3.
O mal, o porquê e a psicanálise: limites e poderes. Neste texto a psicanalista Julia Kristeva se debruça sobre o Porque o mal? (Green) e tece suas próprias reflexões a respeito. Sua posição afirma, a partir de Freud, uma díade: a necessidade de crer antecede o desejo de saber. Kristeva posiciona “a banalidade do mal” (Arendt) como efeito de uma estratégia política totalitária que afeta o pensamento por atingir essa díade.
Aulas 4 e 5.
O espírito do mal. Nesta obra a psicanalista Nathalie Zaltzman estabelece uma diferença entre os termos civilização e cultura: esta transgride os interditos de pensar, destrói ilusões e desorganiza referências dadas como vitais por aquela. Já a civilização, tributária do recalque, busca conservar seus instituídos preservando a moral sexual e pactuando com o adoecer psíquico. Segue-se a pergunta feita pela autora: qual o tratamento do trabalho da cultura (Kulturarbeit), tal como empregado por Freud, à dimensão psíquica do mal?
(4). Breve história do mal nas concepções sucessivas do humano e uma nova realidade sob a égide do mal;
(5). o mal, sob o ponto de vista da psicanálise, e o trabalho da cultura (Kulturarbeit) considerados a partir do julgamento de Nuremberg.

Mara Selaibe é psicanalista membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae. Pesquisadora no Diversitas FFLCH/USP. Pós doutorada pela FFLCH/USP. Doutora em Psicologia clínica pela PUC/SP. Mestre em Psicologia Social pela PUC/SP. Organizadora de Psicanalise entrevista volumes 1 e 2, Estação Liberdade, 2014 e 2015. Autora de Ensaio clínico sobre o sentido, EDUSP e Casa do Psicólogo/ 2003 e de artigos publicados.