Escrito em voz alta

biblioteca gilda de mello e souza

O acervo da biblioteca Gilda de Mello e Souza é dedicado principalmente a publicações sobre as artes contemporâneas e áreas conexas. Seu núcleo gerador é a coleção de livros sobre artes, estética e história da arte que pertenceu à professora Gilda, primeira docente de Estética da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, localizada originalmente nos edifícios que sediam o Centro Universitário Maria Antonia. A biblioteca abrigará também a documentação, em suportes variados, dos materiais gerados pelas diferentes áreas de atividade do Maria Antonia.

A consulta é feita no local e o horário de funcionamento é das 8h30 às 19h.
bibliotecama@usp.br
3123-5253

A experiência da literatura em conversas entre escritores de diferentes gerações a respeito de seus modos e meios de criação, com a leitura em voz alta de seus escritos publicados ou inéditos
6 de novembro de 2015
sexta, 20h
Escrito em voz alta
com Paulo Henriques Britto e Gregorio Duvivier
mediação de Francesca Angiolillo
entrada franca
senha 30 min antes · 80 lugares

Paulo Henriques Britto é autor de Formas do nada (2012), Mínima lírica (2013), Paraísos artificiais (2004), ganhador do prêmio Jabuti, Macau (2003) e Trovar claro (1997), publicados na Cia. das Letras.

Gregorio Duvivier é autor de A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora (7Letras, 2008), Ligue os pontos: poemas de amor e big bang (Cia. das Letras, 2013) e Put some farofa (Cia. das Letras, 2014).

Francesca Angiolillo é editora-adjunta do caderno Ilustríssima da Folha de S. Paulo. Teve poemas publicados nas revistas independentes Minotauro e Grampo Canoa e na página de poesia Risco, do extinto caderno Prosa & Verso do jornal O Globo.

leia aqui um poema de Paulo Henriques Britto

Os deuses do acaso dão, a quem nada
lhes pediu, o que um dia levam embora;
e se não foi pedida a coisa dada
não cabe se queixar da perda agora.
Mas não ter tido nunca nada, não
seria bem melhor — ou menos mau?
Mesmo sabendo que uma solidão
completa era o capítulo final,
a anestesia valeria o preço?
(Rememorar o que não foi não dá
em nada. É como enxergar um começo
no que não pode ser senão o fim.
Ontem foi ontem. Amanhã não há.
Hoje é só hoje. Os deuses são assim.)

leia aqui um poema de Gregorio Duvivier

Polvo de Estrellas

há um polvo no espaço
cada tentáculo povoado
de estrelas que iluminam
o céu e quando explodem
é uma chuva de poeira que
vem parar aqui na terra
e deu na gente eu você
e todo o mundo daí essa
impressão de que a gente
é especial daí o amor essa
saudade de brilhar junto